Foi a mais forte de todas que passei.
quarta-feira, setembro 02, 2009
O temporal desabou sobre mim como furacão. Tudo aquilo que, apesar dos pesares, tentava de quando em quando construir minha ilha, reunindo, como pedra sobre pedra algumas ideias que julgava mais claras, algumas boas intenções que despertavam meu coração, tudo era varrido na rapidez do relâmpago. Eu tinha a impressão de que em mim, ao meu redor, nada permanecia de pé. Nada. Ruínas por toda parte. Pior: o vazio e, à beira do vazio meu coração batendo, ferido de morte por terrível sentimeto, o sentimento de ausência, de falta... Mas falta de quê? De quem?
A tortura estava nisso.
Eu seria normal? Perguntava-o a mim mesmo. Louca, talvez? Mas é loucura procurar viver? É loucura buscar de onde vem a vida, para onde vai? É loucura... - percebi bruscamente que era a primeira vez que colocava essa questão - é loucura proucurar saber para que serve a própria vida?
...e audaciosamente, pensei: o que não serve pra nada, joga-se fora!
Uma vez pensei em fazê-lo. Era sério?
Talvez.
Eu estava chorando.
Postado por J. Camilotti. às 18:35
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