quarta-feira, julho 15, 2009


Hoje durante a aula, outro surto floresceu em mim. E foi um motivo estranho, algo que eu pensei que não pudesse mais sentir, não desta forma. Acho que só a Ann vai entender.
Foram os piores e melhores 6 anos da minha vida que eu passei dentro daquela escola. Se não fosse por ela eu não teria conhecido a melhor amiga que eu poderia ter, mas esse é o problema, essa escola também me deixou -por assim se dizer- algumas sequelas. Eu não consigo seguir em frente sem lembrar das palavras de alguns professores; "tu é inútil, nunca vai ser alguém na vida com essas notas" é ridículo, eu sei, e ninguém acredita em mim. O fato de na minha nova escola não existir tanto afeto quanto lá me deixa mal. A sensação de vazio toda vez que eu chego no pátio da escola e não encontro-a com um sorriso no rosto me esperando para contar alguma fofoca, ou quando eu chegava chorando para ela com uma nota baixa em alguma prova... Ou até mesmo quando ela passava pela janela da minha sala e vinha me dar oi. Sabe, eu sinto falta disso, e agora o bolo de dor preso em minha garganta está se tornando algo insuportável. Nos últimos dias essa saudade tem me machucado mais do que qualquer coisa. Tem se tornado agoniante, cortante. E então, para piorar, eu teimo em ficar olhando as antigas fotos do fundo do meu computador, só para que aquelas gotas cristalinas possam escorrer pela minha face e aliviar um pouco do aperto.
Toda vez que eu vou visitar a minha garota naquela escola, enquanto eu não chego no portão, meu peito não se aquieta. Fico com uma pressão doentia, uma vontade louca de entrar lá e esfregar na cara de todos que me colocaram no chão que, eu, Jordana Camilotti Monteiro, consegui ser alguém. Eu tenho até usado o meu uniforme antigo para poder relembrar de algumas coisas que lá se passaram. O fato de muitas pessoas terem se afastado, me esquecido e até mesmo parado de se importar desde que eu sai de lá, só faz com que a dor aumente, e mesmo assim eu não consigo parar de pensar e lembrar, pois eu sei que ela ainda sente a minha falta, mas não tanto quanto eu sinto a dela. Eu posso vê-la quantas vezes por semana eu quiser, mas não é a mesma coisa que vê-la a manhã inteira. Sinto falta do seu abraço, do seu sorriso e do jeito que ela me xinga por eu ser tão boba. Queria poder ser forte como ela. Até meu professor de matemática me faz ficar relembrando do tempo lá, e cada vez mais eu me dou conta de que eu nunca voltarei. Sabe, eu não deveria estar aqui me lamentando, mas é a única forma que eu tenho de desabafar, pois meus colegas não se importam. Dizem para eu seguir em frente. Como se fosse fácil, pff. Eu tenho tentato tapar as feridas com sorrisos, mas a cada dia que passa isso tem se tornado insuportável. Tudo me lembra aqueles anos. Eu só quero que ela saiba que ela não precisa ter ciúmes das minhas colegas, por que ela sabe que a amizade dela é o que eu tenho de mais precioso, e que de quem eu mais sinto falta é dela. Minha preta, nhu.

2 comentários:

Anônimo disse...

amor, que post lindo :x ..
então.. eu me mudei de escola à pouco tempo, aconteceu a mesma coisa, mil pessoas se afastaram de mim, na sala de aula, não sinto mais aquela alegria de ter minha amiga por perto, ela mora na minha rua, mais não é a mesma coisa dos tempos na outra escola. realmente, todo mundo fala pra gente seguir em frente, sem olhar pra trás, mais não é tão fácil assim :/ eu sei como é.. cara, eu não sei com que palavras usar pra tentar te consolar sabe, pqe na verdade, nem eu mesma, me conformei com tudo isso ainda.. enfim, estou me acostumando com tudo isso aos poucos :( .. só te desejo força amiga, a gente vai vencer isso tudo . ♥ beijos .

Killer disse...

Faz de conta que eu não chorei, tá? Abafa.