sexta-feira, novembro 28, 2008
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domingo, novembro 23, 2008
Nunca tive uma festa surpresa, nunca fui a mais bonita e nem a mais popular. Nunca tive muitos amigos, nunca fui a mais esperta, nunca tive as melhores roupas e nunca andei na moda. Não me destaco na multidão, sou só mais uma. Talvez por isso você tenha me trocado por uma que não era SÓ mais uma, certo? E eu não me importo com isso, tenho minhas melhores amigas e isso basta. Ela só tem o teu coração, e fim.
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terça-feira, novembro 18, 2008
Parou de doer, finalmente. Agora só lateja um pouco, mas não me ocasiona nenhuma sensação, acho que está cicatrizando. Esse tempo longe do computador está me fazendo aproveitar tudo o que eu sempre dizia que iria aproveitar e, por pura preguiça, não fazia. Andar 10 quilômetros de bicicleta por dia -sim!- nunca foi tão excitante como está sendo agora. Esse calor está me deixando feliz ao invés de me fazer ficar de mau humor, como sempre. Fake já está se tornando o meu passado. Acho que isso é crescer.
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domingo, novembro 09, 2008
Você é vício. Me alucina, fascina, encanta. Me corrói por dentro. Toma conta de mim. Faz mal.
. Oh yes, we're falling down.
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sexta-feira, novembro 07, 2008
Nunca senti tanto ódio antes. Nunca pensei que um dia eu iria conseguir me sentir vazia por dentro. Sem alma, sem nada. Nunca havia chorado de ódio antes, e hoje o fiz. Espero nunca mais ter que fazer isso. Nunca havia desejado tanto a morte dos meus pais, do Brunno, do Daniel e até mesmo do Feh. Por mais que doa demais dizer essas coisas, é o único sentimento que eu tenho nesse momento. Fazem dias que eu venho me ocupando com coisas idiotas, inventando trabalhos escolares e compras para fazer no centro da cidade para que, pelo menos assim, eu conseguisse passar bastante tempo longe desta casa. Ninguém sabe o que é aguentar isso durante 3 anos e depois sentir a força e as esperanças escorrendo por entre seus dedos e você não conseguir fazer absolutamente nada, apenas observar de braços cruzados enquanto as coisas desmoronam em sua cabeça. Até os pais da minha melhor amiga estão me odiando, e por um erro completamente meu. Amo 4 pessoas diferentes. Um namora, um não existe, a outra é uma garota e o outro é apenas fake. Eu já desisti tantas vezes, já deixei as coisas aconteceram por si próprias que eu perdi a conta. É tão fácil assim as pessoas me dizerem que eu tenho que aproveitar a vida por que eu sou uma criança ainda? Eu sei que existem pessoas com problemas mil vezes piores que os meus, mas eu não sou essas pessoas, eu não sei dos problemas delas e nem quero saber. Eu só preciso de um abraço sincero e alguém me dizendo que vai sempre estar perto quando eu precisar. Talvez eu não ouça isso faz tempo...
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quarta-feira, novembro 05, 2008
Entrevista com o Vampiro - Anne Rice
- Agora me escute, Louis. - disse ele, sentando-se a meu lado no degrau, de modo tão gracioso e íntimo que me fez pensar nos gestos de um amante. Recuei. Mas ele passou seu braço direito por meus ombros e me aproximou de seu peito. Nunca havia estado tão próximo dele, e sob a pálid aluz, pude perceber o magnífico brilho de seus olhos e a superfície sobrenatural de sua pele. Quando tentei me mexer, colocou os dedos em meus lábios e disse:
- Fique quieto. Agora vou sugá-lo até a verdadeira fronteira da morte, e quero que fique quieto, tão quieto que quase possa ouvir o fluxo do sangue em suas veias, tão quieto que possa ouvir o fluxo deste mesmo sangue nas minhas. São sua consciência e sua vontade que deverão mantê-lo vivo.
- Queria lutar, mas apertou-me com tal força que dominou inteiramente meu corpo e, assim que parei minha inútil tentativa de rebelião, afundou os dentes em meu pescoço.
Os olhos do garoto se arregalaram. Conforme o vampiro falava, se afundava cada vez mais na cadeira, agora com o rosto tenso, os olhos apertados, como se esperasse uma catástrofe.
- Alguma vez já perdeu uma grande quantidade de sangue? - Perguntou o vampiro. - Conhece a sensação?
Os lábios do rapaz tomaram a forma de um não, mas não emitiu nenhum som. Pigarreou.
- Não - respondeu.
- Velas ardiam no salão do segundo andar, onde tínhamos planejado a morte do capataz. Uma lamparina tremulava sob a brisa da galeria. Toda esta luz se misturou e começou a se diluir, enquanto uma presença dourada pairava sobre mim, suspensa sobre a escadaria, misturando-se levemente com a balaustrada, se enrolando e se contraindo como fumaça.
- Escute, mantenha os olhos abertos - murmurou Lestat, com os lábios encostados em meu pescoço.
- Lembro-me que o movimento de seus lábios arrepiou todos os cabelos de meu corpo, enviando uma corrente de sensações através de meu corpo que não me pareceu muito diferente do prazer da paixão...
Pareceu meditar, os dedos da mão ligeiramente recurvados sob o queixo, o polegar parecendo acariciá-lo levemente.
- O resultado foi que, em questão de minutos, estava paralisado pela fraqueza. Dominado pelo pânico, descobri que nem ao menos podia falar. Lestat é claro, ainda me segurava, o seu braço parecia ter o peso de uma barra de ferro. Senti seus dentes se afastarem com tanta nitidez que os dois furos que deixaram me pareceram enormes, repletos de dor. Neste momento, inclinou-se sobre minha cabeça desamparada e, afastando sua mão de mim, mordeu seu próprio pulso. O sangue inundou minha camisa e meu casaco, enquanto ele observava, com olhar atento e brilhante.
Esta espera pareceu durar uma eternidade e, naquele momento, a aura pendia atrás de sua cabeça, como se fosse a sombra de uma aparição. Acho que, antes que ele fizesse qualquer coisa, eu já sabia o que me esperava e me deixei ficar ali, em meu desamparo, por um período que me pareceu durar anos. Apertou seu pulso sangrento contra minha boca e disse com firmeza e alguma impaciência.
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