- Se for para ser, nós vamos nos encontrar novamente. Eu acredito no destino, e você? – Com isso dito, Anthony puxou o braço para si e deu uma piscada, saindo do bar e sumindo pela rua, deixando Arthur para trás como algum qualquer. Arthur não se importou muito, afinal, ele nunca acreditou no destino, apenas ficou com alguns calafrios quando tomou consciência de que Anthony havia despertado seus desejos que ele tinha certeza que estavam enterrados no fundo de sua alma. Arthur voltou para o balcão e pagou a sua bebida, deu meia-volta e saiu do bar, andando na direção contrária de sua casa. Andando sem rumo, eu diria. O que Anthony disse não saia de sua cabeça, e ela já estava começando a latejar devido ao forte frio e o álcool que continha em seu sangue. Eu não acredito no destino. Ele pensou. Realmente, ele não acreditava. Como duas pessoas iriam se encontrar novamente em uma cidade daquele tamanho? Era impossível. Arthur chegou até a pensar que Anthony não existisse, e sim que ele tivesse sido uma peça que a sua mente pregou nele mesmo. O frio ficava pior a cada minuto e o seu corpo já estava implorando por calor, mas Arthur parecia não se importar com a sua saúde. As pessoas na sua volta eram simples vultos que esbarravam nele, o olhavam com cara feia –alguns até diziam palavrões- e caminhavam apressadamente para chegar a tempo em casa e passar o resto do dia com suas famílias perfeitas e felizes.
domingo, setembro 21, 2008
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