Eu admiro o poder que você ainda tem sobre mim. É como o bater de asas de uma pequena borboleta, frágil e forte. Se eu fechar os meus olhos eu ainda consigo te ouvir respirando tranqüilamente. Mas eu sei, é tudo ilusão. Você não está mais respirando, e a culpa é minha, como sempre foi. Seu bastardo mentiroso! O que foi que você fez? O que foi que você fez com nós? A faca está na minha mão, e ela está suja de sangue. Suja do seu sangue. Não consigo deixar de lembrar que você sempre gostou de facas, você adorava ver a dor alheia. Sádico maldito. Seu corpo está caído ao lado desta cadeira, e ele tem uma cor tão bela. Seus olhos ainda têm alguns resquícios de brilho, ah não, são suas lágrimas, suas cristalinas e falsas lágrimas. Incrível como até no seu último segundo de vida, você consegue fingir se importar. As pontas de meus dedos estão cobertas do seu sangue e o gosto doce de seus lábios ainda está em minha boca.
terça-feira, julho 15, 2008
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