segunda-feira, fevereiro 25, 2008

I give my heart.

Achei que aquela dor fosse durar para sempre, de tanto que dóia. Não era dor física, daquelas que a gente põe a mãe para amenizar. Era dor de amor. Não tive a sorte de um amor traquilo. Sentia o coração sendo rasgado em finos trapos, bem devagarinho. Doendo. Rasgando. Ferindo. Sangrando. E a cabeça só lembrava você.O chão que me faltou aos pés era o buraco em que eu queria me enterrar. Mas queria viver! Viver pra te ensurdecer de tanto gritar 'eu te amo', explodir meus pulmões de tanto chorar, me matar para ver se te matava, te matar para ver se renascia. Eu sorria quando tu sorria, eu chorava quando tu chorava. No fundo só queria te fazer sentir aquilo que eu sentia, te sobreviver do meu amor.. Quantas vezes eu quis abrir o teu peito, te arrancar o coração e colocar o meu no lugar. Toma! Experimenta me amar como eu te amo. Toma! Quantas vezes eu quis rasgar o meu peito, te tirar lá de dentro e dizer: 'vai! segue o teu caminho e esquece que eu existo, já não te preciso mais.'Me venci. Te matei em mim. Tudo ilusão.. Um amor deste tamanho não se mata assim.Sonhei tantas vezes com o momento de te deixar que cheguei a te odiar. Te amava e te odiava, te odiava mais e te amava. E te sufocava com o meu desejo. E me viciava. E me afogava. E me afundava, Eu estou doente de você. Passa, isso passa com o tempo, você dizia. Hoje tenho que dizer que tem razão. Ainda te amo. Mas calmo, suave. Ainda te amo. Mas me permito amar outras pessoas. Ainda te amo. Mas me permito viver sem você. Ainda te amo. Mas existo para mim. Mas ainda te amo.

1 comentários:

Carolina Vaz disse...

Jo, eu te amo, e não esquece de mim ;~